{"id":11884,"date":"2021-09-02T19:06:18","date_gmt":"2021-09-02T18:06:18","guid":{"rendered":"https:\/\/gem.pt\/1\/?page_id=11884"},"modified":"2024-09-01T14:50:26","modified_gmt":"2024-09-01T13:50:26","slug":"alguns-apontamentos-de-geologia-sobre-a-lapa-da-ovelha","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/publicacoes\/carso-e-endocarso\/alguns-apontamentos-de-geologia-sobre-a-lapa-da-ovelha\/","title":{"rendered":"Alguns apontamentos de geologia sobre a Lapa da Ovelha"},"content":{"rendered":"<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/elementor\/thumbs\/Figura-Topo-pcji02ptknu44wx6t430uo6384gzo5k6qcoqr7rzc0.jpg\" title=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" \/><figcaption>Alguns apontamentos de geologia sobre a Lapa da Ovelha<\/figcaption><\/figure>\n<p>\t\t2 de Setembro de 2021<\/p>\n<p>Rodrigues, Paulo\u00a0<sup>1,2,3<\/sup><\/p>\n<ol>\n<li style=\"letter-spacing: normal; margin: 10px; padding: 0px; font-family: Questrial; font-size: 13px; white-space: pre-line; line-height: 0.9;\">Grupo de Espeleologia e Montanhismo, Rua General Pereira de E\u00e7a, n\u00ba30, 2380-075 Alcanena<\/li>\n<li style=\"letter-spacing: normal; margin: 10px; padding: 0px; font-family: Questrial; font-size: 13px; white-space: pre-line; line-height: 0.9;\">N\u00facleo dos Amigos das Lapas Grutas e Algares\u00a0<\/li>\n<li style=\"letter-spacing: normal; margin: 10px; padding: 0px; font-family: Questrial; font-size: 13px; white-space: pre-line; line-height: 0.9;\">Comiss\u00e3o Cient\u00edfica da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Espeleologia,Estrada Calhariz de Benfica, 187, 1500-124 Lisboa\u00a0<\/li>\n<\/ol>\n<p><em style=\"letter-spacing: normal; caret-color: #999999; color: #999999; font-family: 'Trebuchet MS', Tahoma, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12.100000381469727px;\">Email de correspond\u00eancia: paulor2005@yahoo.com<\/em><em style=\"letter-spacing: normal; caret-color: #999999; color: #999999; font-family: 'Trebuchet MS', Tahoma, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12.100000381469727px;\"><br \/><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Resumo<\/p>\n<p>A Lapa da Ovelha \u00e9 uma gruta que se desenvolve, na Costa de Minde, em calc\u00e1rios da forma\u00e7\u00e3o de Barranco do Zambujal (Jur\u00e1ssico M\u00e9dio). O desenvolvimento da gruta \u00e9 provavelmente controlado pela atitude das camadas (atitude N40-60W\/40SW). A gruta formou-se na zona fre\u00e1tica com a \u00e1gua a circular de norte para sul (em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 boca da gruta) que com a descida relativa do n\u00edvel de base, passou para a zona vadosa inativa. A descida do n\u00edvel de base estar\u00e1 associado \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o tect\u00f3nica.<\/p>\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Durante alguns anos este levantamento geol\u00f3gico esteve \u201cna gaveta\u201d e chegou agora a hora de ver a luz do dia. O levantamento topogr\u00e1fico foi realizado pelo GEM - \u00a0Grupo de Espeleologia e Montanhismo, em 2016, com os trabalhos de campo liderados por Jos\u00e9 Ribeiro.<\/p>\n<p>Localiza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A Lapa da Ovelha situa-se na freguesia de Minde, concelho de Alcanena, distrito de Santar\u00e9m, na unidade hidrogeomorfol\u00f3gica do planalto de Santo Ant\u00f3nio no Maci\u00e7o Calc\u00e1rio Estremenho. A gruta desenvolve-se na Costa de Minde, a meia encosta, \u00e0 cota 430m, com uma boca que apesar de grande consegue passar despercebida entre o elevado declive e a vegeta\u00e7\u00e3o existente.\t\t<\/p>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-1.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 1 \u2013 Aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 gruta. Note-se, ao fundo, o polje de Minde ainda inundado (Foto: Samuel Lopes - GEM)\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTE4ODksInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjFcLzA5XC9GaWd1cmEtMS5qcGcifQ%3D%3D\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-1.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 1 \u2013 Aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 gruta. Note-se, ao fundo, o polje de Minde ainda inundado (Foto: Samuel Lopes - GEM)<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-2.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 2 \u2013 Entrada da Lapa da Ovelha (Foto: Samuel Lopes - GEM)\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTE4OTQsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjFcLzA5XC9GaWd1cmEtMi5qcGcifQ%3D%3D\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-2.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 2 \u2013 Entrada da Lapa da Ovelha (Foto: Samuel Lopes - GEM)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Antecedentes<\/p>\n<p>Esta dever\u00e1 ser uma das grutas conhecida h\u00e1 mais tempo na \u00e1rea, como sugere o nome, o afei\u00e7oamento da entrada, esta cavidade foi usada ou ser\u00e1 ainda usada como abrigo para rebanhos de ovelhas e ou cabras. Um croqui do perfil da cavidade foi inclusive publicado por Fernandes Martins, 1949.<\/p>\n<p>Enquadramento Estratigr\u00e1fico e estrutural<\/p>\n<p>A gruta desenvolve-se segundo a Folha 27-A - Vila Nova de Our\u00e9m, da Carta Geol\u00f3gica de Portugal \u00e0 escala 1\/50.000, integralmente na forma\u00e7\u00e3o de Barranco do Zambujal, datada do Aaleniano inferior a Bajociano inferior (Jur\u00e1ssico M\u00e9dio). A forma\u00e7\u00e3o segundo Manuppella et al, 2000, \u00e9 composta por calc\u00e1rios com algum acarreio do tipo quartzoso e argiloso, com os carbonatos a aumentarem da base para o topo da forma\u00e7\u00e3o. Integra segundo Crispim, 1995, a forma\u00e7\u00e3o c\u00e1rsica do Jur\u00e1ssico M\u00e9dio. Trata-se de uma forma\u00e7\u00e3o com potencial de casifica\u00e7\u00e3o elevado.\u00a0Do ponto de vista estrutural a Costa de Minde \u00e9 um espelho da Falha de Alvados-Minde que apresenta no polje de Minde dire\u00e7\u00e3o NW-SE.\u00a0A figura 3 apresenta a localiza\u00e7\u00e3o da gruta num extrato da Folha 27-A \u2013 Vila Nova de Our\u00e9m da Carta Geol\u00f3gica de Portugal \u00e0 escala 1\/50.000.\t\t<\/p>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-3.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTE4OTgsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjFcLzA5XC9GaWd1cmEtMy5qcGcifQ%3D%3D\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img width=\"1100\" height=\"972\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-3.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 3 \u2013 Extrato da Folha 27-A \u2013 Vila Nova de Our\u00e9m da Carta Geol\u00f3gica de Portugal \u00e0 escala 1\/50.000.<\/figcaption><\/figure>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-3-Legenda.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTE5MDIsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjFcLzA5XC9GaWd1cmEtMy1MZWdlbmRhLmpwZyJ9\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" width=\"465\" height=\"972\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-3-Legenda.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><\/p>\n<p>Espeleometria e descri\u00e7\u00e3o da gruta<\/p>\n<p>A gruta apresenta um desenvolvimento total de 153m, com um desn\u00edvel total de 31m. A cavidade \u00e9 composta por uma galeria de di\u00e2metro de ordem de grandeza m\u00e9trica, que d\u00e1 acesso na sua zona terminal a um po\u00e7o com uma profundidade de 20m. A galeria tem um padr\u00e3o meandriforme, com a gruta a desenvolver-se grosseiramente para sul, desviando-se para este e oeste. A gruta termina num caos de blocos, com a continua\u00e7\u00e3o obstru\u00edda por um abatimento. As figuras 4a, 4b e 4c apresentam a planta, perfil estendido e ficha de equipagem da gruta respetivamente.\t\t<\/p>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1jZxkevSPVymFGkiRyrGQgVnFTXdiFuI0\/view?usp=sharing\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" width=\"841\" height=\"1190\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/lapa-da-ovelhaP.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 4a - Planta da Lapa da Ovelha<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1Du0Txv5dHXf867nor-CXpM-vVCv3qSDm\/view?usp=sharing\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" width=\"1683\" height=\"1190\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/lapa-da-ovelhaS.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 4b - Perfil desdobrado da Lapa da Ovelha<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1rSS2arJ6Ld4sOru9TEU3nhvqanL4iIkK\/view?usp=sharing\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" width=\"595\" height=\"841\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/F.E.-Lapa-da-Ovelha.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 4c - Ficha de Equipagem da Lapa da Ovelha<\/figcaption><\/figure>\n<p>Controlo estrutural<\/p>\n<p>A cavidade n\u00e3o apresenta controlo evidente por fraturas. O controlo estrutural est\u00e1 provavelmente associado \u00e0 atitude das camadas (as atitudes das camadas, medidas no interior da gruta, foram de aproximadamente N40-60W\/40SW). A galeria segue alternadamente entre a dire\u00e7\u00e3o e a inclina\u00e7\u00e3o das camadas.<\/p>\n<figure style=\"width: 400px;\"><a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5.jpg\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" \/><br \/>\n<\/a><figcaption style=\"color: #444444; font-family: Questrial; font-size: 14px; background-color: #f0f0f0; padding: 8px;\">Figura 5 - Aspeto da sec\u00e7\u00e3o da galeria. Note-se o aspeto arredondado da parte superior da sec\u00e7\u00e3o, indicador de origem fre\u00e1tica, e a sec\u00e7\u00e3o em forma de buraco de fechadura.<br \/>\n<br \/>(Foto: Samuel Lopes - GEM)<br \/>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>G\u00e9nese<br \/>\nPomos duas hip\u00f3teses em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 g\u00e9nese da gruta:<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">i) A gruta formou-se na zona fre\u00e1tica, de acordo com a defini\u00e7\u00e3o de B\u00f6gli, 1980, como evidenciado pela sec\u00e7\u00e3o arredondada e vagas de eros\u00e3o existentes na gruta. O controlo estrutural pelas camadas \u00e9 tamb\u00e9m t\u00edpico de grutas de origem fre\u00e1tica. A gruta \u00e9 atualmente um tro\u00e7o fossilizado de um antigo coletor que, com a descida relativa do n\u00edvel de base, passou para a zona vadosa inativa. A descida do n\u00edvel de base estar\u00e1 associado \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o tect\u00f3nica, dada a cota elevada a que a galeria da \u00a0gruta se desenvolve, 430m a 405m e \u00e0 proximidade \u00e0 Falha de Alvados-Minde, que de acordo com Cabral e Ribeiro, 1988, \u00e9 uma falha ativa;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">ii) A gruta desenvolveu-se num n\u00edvel de \u00e1gua suspenso. O n\u00edvel de \u00e1gua poder\u00e1 ter ficado suspenso devido \u00e0 presen\u00e7a de uma camada ou camadas margosas (menos perme\u00e1veis). Uma situa\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 da gruta da Cova da Velha que se desenvolve na mesma forma\u00e7\u00e3o, embora a cotas inferiores. S\u00f3 que ao contr\u00e1rio do que se passa na Cova da Velho a camada margosa ter\u00e1 sido erodida pela \u00e1gua e sedimentos que circulavam na gruta, permitindo a infiltra\u00e7\u00e3o da \u00e1gua em profundidade na forma\u00e7\u00e3o de Ch\u00e3o das Pias.<\/p>\n<p>Paleocircula\u00e7\u00e3o<br \/>\nAs vagas de eros\u00e3o observadas t\u00eam um comprimento que variou entre 0,7m e 1,5m, com o sentido de circula\u00e7\u00e3o grosseiro de sul para norte, ou seja em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 entrada da gruta.<br \/>\nConclusions<br \/>\nA Lapa da Ovelha \u00e9 uma gruta que se desenvolve, a meia encosta da Costa de Minde, em calc\u00e1rios da forma\u00e7\u00e3o de Barranco do Zambujal (Jur\u00e1ssico M\u00e9dio). A gruta tem um padr\u00e3o meandriforme, sendo composta por uma galeria que na sua zona terminal apresenta um po\u00e7o. A cavidade tem um desenvolvimento total de 153m e um desn\u00edvel de 31m. O desenvolvimento da gruta \u00e9 provavelmente controlado pela atitude das camadas (atitude N40-60W\/40SW).<br \/>\nA gruta formou-se na zona fre\u00e1tica com a \u00e1gua a circular de norte para sul (em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 boca da gruta) que, com a descida relativa do n\u00edvel de base, passou para a zona vadosa inativa. A descida do n\u00edvel de base estar\u00e1 associada \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o tect\u00f3nica, dada a cota elevada a que a galeria da gruta se desenvolve, 430m a 405m e a proximidade \u00e0 Falha de Alvados-Minde.<\/p>\n<p>Agradecimentos<\/p>\n<p>Agradecemos a todos os que participaram nos trabalhos de campo, na explora\u00e7\u00e3o e levantamento topogr\u00e1fico: Bruno Pais, Florbela Silva, Helena Mafalda, Marco Matias, Samuel Lopes e em particular a Jos\u00e9 Ribeiro que liderou a equipa de topografia e fez a arte final da topografia. No levantamento geol\u00f3gico tamb\u00e9m o agradecimento a Filipe Castro, Alda Reis e Teresa Cardoso.<\/p>\n<p>Bibliography<\/p>\n<ul style=\"margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; padding-right: 0.3em; padding-left: 2em; clear: both;\">\n<li>Crispim, J.A (1995) \u2013 Din\u00e2mica C\u00e1rsica e Implica\u00e7\u00f5es Ambientais nas Depress\u00f5es de Alvados e Minde. Disserta\u00e7\u00e3o apresentada \u00e0 Universidade de Lisboa para a obten\u00e7\u00e3o do grau de Doutor em Geologia, especialidade de Geologia do Ambiente. Faculdade de Ci\u00eancias da Universidade de Lisboa, Departamento de Geologia.<\/li>\n<li>B\u00f6gli, A. (1980), Karst Hydrology and Physical Speleology, Springer-Verlag, Berlin Heildelberg New York.<\/li>\n<li>Manupella, G., Telles Antunes, M., Costa Almeida, C.A., Azer\u00eado, A.C., Barbosa, B., Cardoso, J.L., Crispim, J.A., Duarte, L.V., Henriques, M.H., Martins, L.T., Ramalho, M.M.; Santos, V.F.; Terrinha. P.; (2000). Carta Geol\u00f3gica de Portugal \u2013 Vila Nova de Our\u00e9m, Folha 27-A, \u00e0 escala 1:50.000, e Nota Explicativa, Instituto Geol\u00f3gico e Mineiro, Lisboa.<\/li>\n<li>Martins, Alfredo Fernandes, 1949. \u00a0\u2013 Maci\u00e7o calc\u00e1rio estremenho: Contribui\u00e7\u00e3o para um estudo de geografia f\u00edsica. Coimbra.<\/li>\n<li>J. Cabral e A. Ribeiro, 1988, Carta Neotect\u00f3nica de Portugal Continental, na escala de 1:1.000.000 Categoria: Cartografia, Cartografia em Papel, Instituto Geol\u00f3gico e Mineiro, Lisboa.<\/li>\n<\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alguns apontamentos de geologia sobre a Lapa da Ovelha 2 de Setembro de 2021 Rodrigues, Paulo\u00a01,2,3 Grupo de Espeleologia e Montanhismo, Rua General Pereira de E\u00e7a, n\u00ba30, 2380-075 Alcanena N\u00facleo dos Amigos das Lapas Grutas e Algares\u00a0 Comiss\u00e3o Cient\u00edfica da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Espeleologia,Estrada Calhariz de Benfica, 187, 1500-124 Lisboa\u00a0 Email de correspond\u00eancia: paulor2005@yahoo.com \u00a0 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":0,"parent":1574,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-11884","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/11884","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11884"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/11884\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1574"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11884"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}