{"id":14685,"date":"2022-09-27T23:28:28","date_gmt":"2022-09-27T22:28:28","guid":{"rendered":"https:\/\/gem.pt\/1\/?page_id=14685"},"modified":"2025-10-18T12:25:08","modified_gmt":"2025-10-18T11:25:08","slug":"projeto-corredor-vale-da-trave-moitas-venda-1","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/publicacoes\/carso-e-endocarso\/projeto-corredor-vale-da-trave-moitas-venda-1\/","title":{"rendered":"Projeto Corredor Vale da Trave &#8211; Moitas Venda 1"},"content":{"rendered":"<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/elementor\/thumbs\/Artigo_Corredor-Vale-da-Trave-Moitas-Venda-rcr6q0dk1wc5bur0lq7f6bfizgevjzxt81e9eqcg4g.jpg\" title=\"Artigo_Corredor Vale da Trave &#8211; Moitas Venda\" alt=\"Artigo_Corredor Vale da Trave - Moitas Venda\" loading=\"lazy\" \/><figcaption>Projeto Corredor Vale da Trave - Moitas Venda I<\/figcaption><\/figure>\n<p>\t\t29 de Setembro de 2022<\/p>\n<p>Ribeiro, Jos\u00e9\u00a01, Rodrigues, Paulo\u00a0<sup>1,2,3<\/sup><\/p>\n<ol>\n<li style=\"letter-spacing: normal; margin: 10px; padding: 0px; font-family: Questrial; font-size: 13px; white-space: pre-line; line-height: 0.9;\">Grupo de Espeleologia e Montanhismo, Rua General Pereira de E\u00e7a, n\u00ba30, 2380-075 Alcanena<\/li>\n<li style=\"letter-spacing: normal; margin: 10px; padding: 0px; font-family: Questrial; font-size: 13px; white-space: pre-line; line-height: 0.9;\">N\u00facleo dos Amigos das Lapas Grutas e Algares\u00a0<\/li>\n<li style=\"letter-spacing: normal; margin: 10px; padding: 0px; font-family: Questrial; font-size: 13px; white-space: pre-line; line-height: 0.9;\">Comiss\u00e3o Cient\u00edfica da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Espeleologia,Estrada Calhariz de Benfica, 187, 1500-124 Lisboa\u00a0<\/li>\n<\/ol>\n<p><em style=\"letter-spacing: normal; caret-color: #999999; color: #999999; font-family: 'Trebuchet MS', Tahoma, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12.100000381469727px;\">Email de correspond\u00eancia: paulor2005@yahoo.com<\/em><em style=\"letter-spacing: normal; caret-color: #999999; color: #999999; font-family: 'Trebuchet MS', Tahoma, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12.100000381469727px;\"><br \/><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p>\u00a0Introdu\u00e7\u00e3o<br \/>\nO corredor Vale da Trave-Moitas Venda \u00e9 definido como uma faixa entre Casais da Mureta, Cov\u00e3o do Feto e Moitas Venda. Neste corredor \u00e9 conhecida uma maior densidade de grutas de origem fre\u00e1tica do que no restante do Maci\u00e7o Calc\u00e1rio Estremenho (MCE), onde se pensa existir um corredor de paleocircula\u00e7\u00e3o de \u00e1guas subterr\u00e2neas. O corredor fica situado na freguesia de Monsanto, concelho de Alcanena, distrito de Santar\u00e9m, Portugal.<br \/>\nO corredor fica situado no Maci\u00e7o Calc\u00e1rio Estremenho (MCE), uma \u00e1rea do centro de Portugal caracterizada pela abund\u00e2ncia de calc\u00e1rios carsific\u00e1veis e de morfologias exo e endoc\u00e1rsicas. O corredor situa-se na unidade morfoestrutural do planalto de St. Ant\u00f3nio.<br \/>\nNesta fase dos trabalhos as grutas reconhecidas encontram-se nas proximidades do top\u00f3nimo Marradinhas.<br \/>\nAs grutas topografadas s\u00e3o de origem fre\u00e1tica. Algumas destas cavidades s\u00e3o h\u00e1 muito conhecidas pela comunidade espeleol\u00f3gica nacional. S\u00e3o exemplos destas cavidades os algares Marradinhas II, Z\u00e9 de Braga, Marradinhas do Daniel, Algar das Cotovias e Algar das Couves.\u00a0<strong>Objetivos<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Localiza\u00e7\u00e3o de novas cavidades, confirma\u00e7\u00e3o da localiza\u00e7\u00e3o das cavidades j\u00e1 existentes;<\/li>\n<li>Levantamento topogr\u00e1fico das cavidades;<\/li>\n<li>Apontamentos sobre geologia das cavidades;<\/li>\n<li>Apresenta\u00e7\u00e3o dos trabalhos num documento \u00fanico, aquando da conclus\u00e3o dos mesmos.<\/li>\n<\/ul>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/mapa1.jpeg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 1 \u2013 Imagem de sat\u00e9lite da zona onde se iniciou os trabalhos com localiza\u00e7\u00e3o de cavidades e implementa\u00e7\u00e3o das topografias j\u00e1 efetuadas.\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTQ2OTQsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjJcLzA5XC9tYXBhMS5qcGVnIn0%3D\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/mapa1.jpeg\" title=\"Figura 1 \u2013 Imagem de sat\u00e9lite da zona onde se iniciou os trabalhos com localiza\u00e7\u00e3o de cavidades e implementa\u00e7\u00e3o das topografias j\u00e1 efetuadas.\" alt=\"Figura 1 \u2013 Imagem de sat\u00e9lite da zona onde se iniciou os trabalhos com localiza\u00e7\u00e3o de cavidades e implementa\u00e7\u00e3o das topografias j\u00e1 efetuadas.\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 1 \u2013 Imagem de sat\u00e9lite da zona onde se iniciou os trabalhos com localiza\u00e7\u00e3o de cavidades e implementa\u00e7\u00e3o das topografias j\u00e1 efetuadas.<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/mapa2.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 2 \u2013 Pormenor da Imagem de sat\u00e9lite da zona com implanta\u00e7\u00e3o das plantas do Algar das Couves e do Algar do Z\u00e9 do Braga.\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTQ2OTUsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjJcLzA5XC9tYXBhMi5qcGcifQ%3D%3D\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/mapa2.jpg\" title=\"Figura 2 \u2013 Pormenor da Imagem de sat\u00e9lite da zona com implanta\u00e7\u00e3o das plantas do Algar das Couves e do Algar do Z\u00e9 do Braga.\" alt=\"Figura 2 \u2013 Pormenor da Imagem de sat\u00e9lite da zona com implanta\u00e7\u00e3o das plantas do Algar das Couves e do Algar do Z\u00e9 do Braga.\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 2 \u2013 Pormenor da Imagem de sat\u00e9lite da zona com implanta\u00e7\u00e3o das plantas do Algar das Couves e do Algar do Z\u00e9 do Braga.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong><strong>Enquadramento geomorfol\u00f3gico<\/strong><\/strong><\/p>\n<p>O planalto de St. Ant\u00f3nio \u00e9 (Manuppela et al, 2000) uma unidade geomorfol\u00f3gica de forma triangular, cujo v\u00e9rtice se desenvolve para Norte, constitu\u00eddo por superf\u00edcies altas limitadas por escarpas vigorosas a ocidente, e a oriente \u00e9 uma vertente meridional que desce mais progressivamente at\u00e9 ao bordo sul do maci\u00e7o.\u00a0A maior parte per\u00edmetro do planalto, com exce\u00e7\u00e3o do limite SW, \u00e9 delimitado por falhas \u00e0s quais deve a sua posi\u00e7\u00e3o elevada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 envolvente. A superf\u00edcie do Planalto de St. Ant\u00f3nio \u00e9 aplanada, inclinando ligeiramente para Sul, apresentando segundo Fernandes Martins, 1949, vest\u00edgios de uma antiga superf\u00edcie de aplana\u00e7\u00e3o fluvial, posteriormente trabalhada pela eros\u00e3o c\u00e1rsica e normal. \u00a0A superf\u00edcie do planalto apresenta v\u00e1rias formas t\u00edpicas do relevo c\u00e1rsico como campos de lapi\u00e1s, a uvala de Ch\u00e3o das Pias e um n\u00famero consider\u00e1vel de dolinas, segundo Manuppella et al, 2000. <\/p>\n<p><strong><strong>Enquadramento geol\u00f3gico<\/strong><\/strong><\/p>\n<p>Em termos estruturais, o planalto de St. Ant\u00f3nio corresponde a um monoclinal com algumas flexuras, em que as forma\u00e7\u00f5es apresentam uma dire\u00e7\u00e3o regional que varia entre aproximadamente WNW-ESE e NW-SE, inclinando suavemente para Sul. Este monoclinal \u00e9 cortado por uma s\u00e9rie de falhas com dire\u00e7\u00e3o aproximada WNW-ESE \u2013 NW-SE, muitas delas com preenchimento doler\u00edtico.\u00a0As forma\u00e7\u00f5es que comp\u00f5em o planalto s\u00e3o de idade jur\u00e1ssica, com a maior parte do planalto a ser composto por calc\u00e1rios do Jur\u00e1ssico M\u00e9dio altamente carsific\u00e1veis, com uma mancha de calc\u00e1rios do Jur\u00e1ssico Superior (algo menos carsific\u00e1veis) no seu v\u00e9rtice SW.\t\t<\/p>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/mapa3.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 3 \u2013 Extrato da Folha 27-A da Carta Geol\u00f3gica de Portugal \u00e0 escala 1\/50.000 com localiza\u00e7\u00e3o das grutas.\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTQ2OTYsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjJcLzA5XC9tYXBhMy5qcGcifQ%3D%3D\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/mapa3.jpg\" title=\"Figura 3 \u2013 Extrato da Folha 27-A da Carta Geol\u00f3gica de Portugal \u00e0 escala 1\/50.000 com localiza\u00e7\u00e3o das grutas.\" alt=\"Figura 3 \u2013 Extrato da Folha 27-A da Carta Geol\u00f3gica de Portugal \u00e0 escala 1\/50.000 com localiza\u00e7\u00e3o das grutas.\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 3 \u2013 Extrato da Folha 27-A da Carta Geol\u00f3gica de Portugal \u00e0 escala 1\/50.000 com localiza\u00e7\u00e3o das grutas.<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/mapa4.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 4 \u2013 Pormenor da sobreposi\u00e7\u00e3o das plantas do Algar das Couves e do Z\u00e9 de Braga na Folha 27-A da Carta Geol\u00f3gica de Portugal \u00e0 escala 1\/50.000.\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTQ2OTcsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjJcLzA5XC9tYXBhNC5qcGcifQ%3D%3D\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/mapa4.jpg\" title=\"Figura 4 \u2013 Pormenor da sobreposi\u00e7\u00e3o das plantas do Algar das Couves e do Z\u00e9 de Braga na Folha 27-A da Carta Geol\u00f3gica de Portugal \u00e0 escala 1\/50.000.\" alt=\"Figura 4 \u2013 Pormenor da sobreposi\u00e7\u00e3o das plantas do Algar das Couves e do Z\u00e9 de Braga na Folha 27-A da Carta Geol\u00f3gica de Portugal \u00e0 escala 1\/50.000.De notar a proximidade entre as duas grutas, que distam entre si cerca de 50m no ponto mais pr\u00f3ximo.\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 4 \u2013 Pormenor da sobreposi\u00e7\u00e3o das plantas do Algar das Couves e do Z\u00e9 de Braga na Folha 27-A da Carta Geol\u00f3gica de Portugal \u00e0 escala 1\/50.000.<br \/>\nDe notar a proximidade entre as duas grutas, que distam entre si cerca de 50m no ponto mais pr\u00f3ximo.<\/figcaption><\/figure>\n<p>\t\tOs terrenos do corredor Casais da Mureta\u2013Moitas Venda s\u00e3o compostos por forma\u00e7\u00f5es carbonatadas do Jur\u00e1ssico M\u00e9dio, as forma\u00e7\u00f5es c\u00e1rsicas por excel\u00eancia do MCE. Os calc\u00e1rios s\u00e3o atravessados pela falha Casais da Mureta\u2013Cov\u00e3o do Feto, que forma um arco de dire\u00e7\u00e3o grosseira SW-NE e por uma s\u00e9rie de falhas subparalelas a esta, que ter\u00e3o influenciado a forma\u00e7\u00e3o deste corredor. A falha Casais da Mureta\u2013Cov\u00e3o do Feto faz a liga\u00e7\u00e3o entre o cavalgamento do Arrife e a falha Alvados\u2013Minde.<\/p>\n<p><strong>Enquadramento hidrogeol\u00f3gico<\/strong><\/p>\n<p>As grutas de origem fre\u00e1ticas do corredor marcam uma antiga posi\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de \u00e1gua no MCE, mais elevado que o n\u00edvel atual que faria a circula\u00e7\u00e3o no bordo sul do MCE. Este n\u00edvel est\u00e1 materializado por uma s\u00e9rie de grutas de origem fre\u00e1tica que, como foi acima referido, abundam no corredor. A falha Casais da Mureta\u2013Cov\u00e3o do Feto promove o desenvolvimento do corredor e a liga\u00e7\u00e3o entre as grutas do corredor e a nascente permanente do Alviela, a maior nascente c\u00e1rsica do pa\u00eds, bem como a uma s\u00e9rie de nascentes tempor\u00e1rias situadas no bordo Sul do MCE, e poss\u00edveis paleonascentes situadas no alinhamento da falha Alvados\u2013Minde.\u00a0Dada a proximidade planim\u00e9trica e altm\u00e9trica entre o Algar das Couves e o Algar do Z\u00e9 de Braga podemos considerar que as duas grutas s\u00e3o dois tro\u00e7os do mesmo antigo coletor, separados por um abatimento, entretanto coberto por concre\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Presente<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o tem sido f\u00e1cil, vivemos tempos dif\u00edceis a bra\u00e7os com esta maldita pandemia e mais uma guerra que nos afeta a todos. Mesmo assim temos conseguido ir para o campo, onde fizemos v\u00e1rias atividades de prospe\u00e7\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o e topografia. Por ali vamos andando, onde somos sempre bem recebidos pelas gentes destas belas terras.<\/p>\n<p>Algar das Couves<\/p>\n<p>O Algar das Couves \u00e9 provavelmente menos conhecido que o Algar do Z\u00e9 de Braga, mas n\u00e3o menos importante. O seu nome deve-se, segundo o relato do nosso amigo e espele\u00f3logo Orlando Elias, ao facto de naquele terreno h\u00e1 alguns anos atr\u00e1s se plantarem e colherem as melhores couves da regi\u00e3o.\t\t<\/p>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DSC_0960.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 5 \u2013 Chouso onde se situa o Algar das Couves (Foto: Marta Borges - GEM)\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTQ3NDUsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjJcLzEwXC9EU0NfMDk2MC5qcGcifQ%3D%3D\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" width=\"1024\" height=\"678\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DSC_0960.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 5 \u2013 Chouso onde se situa o Algar das Couves (Foto: Marta Borges - GEM)<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DSC_0958-1.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 6 \u2013 Entrada do Algar das Couves (Foto: Marta Borges - GEM)\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTQ3NDQsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjJcLzEwXC9EU0NfMDk1OC0xLmpwZyJ9\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img width=\"1024\" height=\"678\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DSC_0958-1.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 6 \u2013 Entrada do Algar das Couves (Foto: Marta Borges - GEM)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong><strong>Geologia do Algar das Couves<\/strong><\/strong><\/p>\n<p>A cavidade desenvolve-se na forma\u00e7\u00e3o de Calc\u00e1rios Biocl\u00e1sticos do Coda\u00e7al, datada do Batoniano (Jur\u00e1ssico M\u00e9dio). Trata-se de umas das forma\u00e7\u00f5es definidas por Crispim, (1995), como uma das forma\u00e7\u00f5es c\u00e1rsicas por excel\u00eancia. Aparenta haver um controlo estrutural da gruta por uma descontinuidade de atitude aproximada N60-70E\/Vertical.A morfologia original da gruta foi muita alterada pelos abatimentos e concre\u00e7\u00f5es, mas esta continua a ter uma morfologia semelhante a um coletor. Na proximidade da gruta existem tro\u00e7os de um antigo coletor, nos algares do Marradinhas II e Z\u00e9 de Braga, cujas cotas das galerias s\u00e3o pr\u00f3ximas da cota da sala do Algar das Couves. Os dois factos atr\u00e1s enunciados indicam que a sala do Algar das Couves poder\u00e1 provavelmente ser um outro tro\u00e7o do mesmo coletor f\u00f3ssil j\u00e1 conhecido naquela \u00e1rea. O coletor desenvolveu-se na zona fre\u00e1tica segundo a defini\u00e7\u00e3o de B\u00f6gli, 1980, tendo posteriormente migrado para a zona vadosa inativa por uma descida relativa do n\u00edvel de \u00e1gua. O po\u00e7o de entrada ter\u00e1 origem posterior, possivelmente pela infiltra\u00e7\u00e3o da \u00e1gua atrav\u00e9s de fraturas e corros\u00e3o do tecto da gruta.A gruta encontra-se fortemente concrecionada, sendo abundantes as estalactites, estalagmites, bandeiras, colunas e mantos estalagm\u00edticos, todas de uma brancura intensa respons\u00e1vel pela beleza atribu\u00edda \u00e0 gruta. Por outro lado, na zona mais funda da gruta, encontram-se abundantes dep\u00f3sitos de argila de espessura desconhecida e<em> flowstone<\/em>.\t\t<\/p>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DSC_0030_tratada_s.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 7 \u2013 Po\u00e7o de entrada do Algar das Couves (Foto: Marta Borges - GEM)\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTQ3MzksInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjJcLzEwXC9EU0NfMDAzMF90cmF0YWRhX3MuanBnIn0%3D\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/elementor\/thumbs\/DSC_0030_tratada_s-rcr6q0dbiwutflnqpk6lz310vma2rddbtxrkfskx4u.jpg\" title=\"Figura 7 \u2013 Po\u00e7o de entrada do Algar das Couves (Foto: Marta Borges &#8211; GEM)\" alt=\"Figura 7 \u2013 Po\u00e7o de entrada do Algar das Couves (Foto: Marta Borges - GEM)\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 7 \u2013 Po\u00e7o de entrada do Algar das Couves (Foto: Marta Borges - GEM)<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DSC_0051_tratada_s.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 8 \u2013 Zona de abatimentos e concre\u00e7\u00f5es (Foto: Marta Borges - GEM)\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTQ3NDEsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjJcLzEwXC9EU0NfMDA1MV90cmF0YWRhX3MuanBnIn0%3D\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/elementor\/thumbs\/DSC_0051_tratada_s-rcr6q0d937dcz5dzw6j0xkcd40k136szn9k8aqs78g.jpg\" title=\"Figura 8 \u2013 Zona de abatimentos e concre\u00e7\u00f5es (Foto: Marta Borges &#8211; GEM)\" alt=\"Figura 8 \u2013 Zona de abatimentos e concre\u00e7\u00f5es (Foto: Marta Borges - GEM)\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 8 \u2013 Zona de abatimentos e concre\u00e7\u00f5es (Foto: Marta Borges - GEM)<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/P2260026.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 9 \u2013 Zona da gruta com abundantes dep\u00f3sitos de argila (Foto: Paulo Lopes - GEM)\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTQ3NDksInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjJcLzEwXC9QMjI2MDAyNi5qcGcifQ%3D%3D\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/elementor\/thumbs\/P2260026-rcr6q0d937dcz5dzw6j0xkcd40k136szn9k8aqs78g.jpg\" title=\"Figura 9 \u2013 Zona da gruta com abundantes dep\u00f3sitos de argila (Foto: Paulo Lopes &#8211; GEM)\" alt=\"Figura 9 \u2013 Zona da gruta com abundantes dep\u00f3sitos de argila (Foto: Paulo Lopes - GEM)\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 9 \u2013 Zona da gruta com abundantes dep\u00f3sitos de argila (Foto: Paulo Lopes - GEM)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong><strong>O lago desaparecido<\/strong><\/strong><\/p>\n<p>Ao longo da gruta algumas das concre\u00e7\u00f5es situadas numa posi\u00e7\u00e3o elevada apresentam na sua superf\u00edcie um ou mais n\u00edveis negros de espessura milim\u00e9trica, compostos pelo que parece ser cinza ou um qualquer material org\u00e2nico. Apesar do material negro parecer \u201cfresco\u201d encontra-se coberto por uma fina camada de concre\u00e7\u00e3o, indicando que o seu dep\u00f3sito n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o recente como se possa pensar \u00e0 primeira vista.Uma explica\u00e7\u00e3o para este n\u00edvel, ou n\u00edveis, de material negro seria a exist\u00eancia de um lago no interior da sala onde o material org\u00e2nico, eventualmente cinzas, provenientes da superf\u00edcie ficasse em suspens\u00e3o. Os espessos dep\u00f3sitos de argila que se encontram no ponto mais profundo da sala s\u00e3o tamb\u00e9m consistentes com um cen\u00e1rio de uma massa de \u00e1gua estagnada durante um per\u00edodo de tempo longo que permitisse a decanta\u00e7\u00e3o da argila.\u00a0A superf\u00edcie do lago teria de se manter constante durante um per\u00edodo de tempo significativo para permitir que o material org\u00e2nico aderisse \u00e0s concre\u00e7\u00f5es e fosse ele pr\u00f3prio coberto por concre\u00e7\u00e3o. Dada a posi\u00e7\u00e3o elevada do n\u00edvel de material org\u00e2nico, o volume do lago teria que ocupar a maior parte da sala. Levanta-se a quest\u00e3o do que foi feito da \u00e1gua do lago. Podemos p\u00f4r a hip\u00f3tese de \u00e1gua se ter infiltrado em sumidouros, talvez n\u00e3o mais que fraturas, existentes provavelmente no local mais fundo do lago, de modo a permitir o seu esvaziamento total.\t\t<\/p>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/P2260070.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 10 \u2013 Concre\u00e7\u00f5es numa posi\u00e7\u00e3o elevada com n\u00edveis negros de espessura milim\u00e9trica (Foto: Paulo Lopes - GEM)\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTQ3NTAsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjJcLzEwXC9QMjI2MDA3MC5qcGcifQ%3D%3D\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/P2260070.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 10 \u2013 Concre\u00e7\u00f5es numa posi\u00e7\u00e3o elevada com n\u00edveis negros de espessura milim\u00e9trica (Foto: Paulo Lopes - GEM)<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DSC_7651.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 11 \u2013 Zona do lago desaparecido (Foto: Marta Borges - GEM)\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTQ3NDYsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjJcLzEwXC9EU0NfNzY1MS5qcGcifQ%3D%3D\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" width=\"678\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DSC_7651.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 11 \u2013 Zona do lago desaparecido (Foto: Marta Borges - GEM)<\/figcaption><\/figure>\n<p>\t\tO Algar das Couves \u00e9 composto essencialmente por uma sala, que corresponde a tro\u00e7o de um antigo coletor. Este apresenta dire\u00e7\u00e3o aproximada SW-NE, o controlo estrutura do mesmo aparenta ser feito por uma fratura vertical com orienta\u00e7\u00e3o similar \u00e0 do coletor.\u00a0Trata-se provavelmente do mesmo coletor f\u00f3ssil que \u00e9 conhecido nas grutas pr\u00f3ximas do Algar do Marradinhas II e do Algar do Z\u00e9 de Braga. A gruta apresenta v\u00e1rias evid\u00eancias de ter tido um lago relativamente recente de volume consider\u00e1vel no seu interior, que entretanto desapareceu.\t\t<\/p>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DSC_0048.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 12 \u2013 Parte da sala grande (Foto: Marta Borges - GEM)\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTQ3NDAsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjJcLzEwXC9EU0NfMDA0OC5qcGcifQ%3D%3D\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DSC_0048.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 12 \u2013 Parte da sala grande (Foto: Marta Borges - GEM)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong><strong>Topografia do Algar das Couves<\/strong><\/strong><\/p>\n<p>A topografia do Algar das Couves foi efetuada com equipamento 100% digital, um medidor a laser com b\u00fassola incorporada (Disto X310 da Leica) e um simples P.D.A.Foram feitas 2 sa\u00eddas de topografia, sendo efetuadas 37 esta\u00e7\u00f5es topogr\u00e1ficas e uma poligonal com 163m, sendo o seu maior desn\u00edvel de 29m. \t\t<\/p>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/WhatsApp-Image-2022-02-26-at-19.58.11.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 13 \u2013 Aparelhos de topografia, na altura a efetuar-se emparelhamento (Foto: Rui Ferreira - GEM)\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTQ3NTYsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjJcLzEwXC9XaGF0c0FwcC1JbWFnZS0yMDIyLTAyLTI2LWF0LTE5LjU4LjExLmpwZyJ9\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" width=\"1000\" height=\"750\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/WhatsApp-Image-2022-02-26-at-19.58.11.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 13 \u2013 Aparelhos de topografia, na altura a efetuar-se emparelhamento (Foto: Rui Ferreira - GEM)<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1RzW0qKZOyuCJUo5WUbMpPmMhrFTB63mQ\/view?usp=sharing\" target=\"_blank\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" width=\"1190\" height=\"841\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Algar-das-Couves-Planta.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 14a - Planta do Algar das Couves<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1RtrR2ZN_6PpQcFvFvSILjnSYrLYasBUr\/view?usp=sharing\" target=\"_blank\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" width=\"841\" height=\"595\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Algar-das-Couves-Perfil-desdobrado.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 14b - Perfil desdobrado do Algar das Couves<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1pMECoU4aUl6BmueOnBViFInXlb7TrryW\/view?usp=sharing\" target=\"_blank\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" width=\"595\" height=\"841\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/F.E.Algar-das-Couves.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 14c - Ficha de equipagem do Algar das Couves<\/figcaption><\/figure>\n<p>\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/galeria-de-fotos\/?sgdg-path-679ca81b=1bocANkAGYKwvCP5C5Ezzz0S23CJVHxZe\">Fotos do Algar das Couves por Dayara (GEM) e Rui Ferreira (GEM)<\/a><a href=\"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/galeria-de-fotos\/?sgdg-path-679ca81b=1c00lrwL-HpQtwwMLcSjvVDhY0epdVb8k\">Fotos do Algar das Couves por Paulo Lopes (GEM)<\/a><a href=\"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/galeria-de-fotos\/?sgdg-path-679ca81b=1zOf5VbifYusA7yYwACO9IwQEMeSgQuXX\">Fotos do Algar das Couves por Marta Borges (GEM)<\/a><\/p>\n<p>Algar do Z\u00e9 de Braga<\/p>\n<p>Este algar \u00e9 uma das cavidades cl\u00e1ssicas de Portugal, muito conhecida pela sua beleza. A grade de ferro \u00e0 entrada foi colocada h\u00e1 muito para prote\u00e7\u00e3o do gado que ali costuma pastar. \t\t<\/p>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/P3190685.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 15 \u2013 Entrada do Algar do Z\u00e9 de Braga (Foto: Teresa Cardoso - GEM)\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTQ3NTMsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjJcLzEwXC9QMzE5MDY4NS5qcGcifQ%3D%3D\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/elementor\/thumbs\/P3190685-rcr6q0d937dcz5dzw6j0xkcd40k136szn9k8aqs78g.jpg\" title=\"Figura 15 \u2013 Entrada do Algar do Z\u00e9 de Braga (Foto: Teresa Cardoso &#8211; GEM)\" alt=\"Figura 15 \u2013 Entrada do Algar do Z\u00e9 de Braga (Foto: Teresa Cardoso - GEM)\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 15 \u2013 Entrada do Algar do Z\u00e9 de Braga (Foto: Teresa Cardoso - GEM)<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Vitor-Amendoeira_DSC_0178_Ze_de_Braga_VA.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 16 \u2013 Po\u00e7o de entrada (Foto: Vitor Amendoeira - GEM)\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTQ3NTUsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjJcLzEwXC9WaXRvci1BbWVuZG9laXJhX0RTQ18wMTc4X1plX2RlX0JyYWdhX1ZBLmpwZyJ9\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/elementor\/thumbs\/Vitor-Amendoeira_DSC_0178_Ze_de_Braga_VA-rcr6q0d937dcz5dzw6j0xkcd40k136szn9k8aqs78g.jpg\" title=\"Figura 16 \u2013 Po\u00e7o de entrada (Foto: Vitor Amendoeira &#8211; GEM)\" alt=\"Figura 16 \u2013 Po\u00e7o de entrada (Foto: Vitor Amendoeira - GEM)\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 16 \u2013 Po\u00e7o de entrada (Foto: Vitor Amendoeira - GEM)<\/figcaption><\/figure>\n<p>\t\tReza a hist\u00f3ria, segundo a malta da terra, que aquando da descoberta das grutas de Mira de Aire, havia grande procura de formas de reconstru\u00e7\u00e3o (estalagmites, estalagtites e colunas), para venda.\u00a0A malta de Santo Ant\u00f3nio fazia guarda \u00e0 entrada das grutas (Marradinhas II e Z\u00e9 de Braga), para proteg\u00ea-las dos lar\u00e1pios.\t\t<\/p>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Vitor-Amendoeira_DSC_0170_ze_de_braga_VA.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 17 \u2013 Zona de entrada do sal\u00e3o grande (Foto: Vitor Amendoeira - GEM)\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTQ3NTQsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjJcLzEwXC9WaXRvci1BbWVuZG9laXJhX0RTQ18wMTcwX3plX2RlX2JyYWdhX1ZBLmpwZyJ9\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/elementor\/thumbs\/Vitor-Amendoeira_DSC_0170_ze_de_braga_VA-rcr6q0d937fmtir58h8v1zoenecu6qpq17jkekw3eo.jpg\" title=\"Figura 17 \u2013 Zona de entrada do sal\u00e3o grande (Foto: Vitor Amendoeira &#8211; GEM)\" alt=\"Figura 17 \u2013 Zona de entrada do sal\u00e3o grande (Foto: Vitor Amendoeira - GEM)\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 17 \u2013 Zona de entrada do sal\u00e3o grande (Foto: Vitor Amendoeira - GEM)<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/IMG-20220321-WA0049.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 18 \u2013 Zona de Forma\u00e7\u00f5es (Foto: Teresa Cardoso - GEM)\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTQ3NDgsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjJcLzEwXC9JTUctMjAyMjAzMjEtV0EwMDQ5LmpwZyJ9\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/elementor\/thumbs\/IMG-20220321-WA0049-rcr6q0d937fmtir58h8v1zoenecu6qpq17jkekw3eo.jpg\" title=\"Figura 18 \u2013 Zona de Forma\u00e7\u00f5es (Foto: Teresa Cardoso &#8211; GEM)\" alt=\"Figura 18 \u2013 Zona de Forma\u00e7\u00f5es (Foto: Teresa Cardoso - GEM)\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 18 \u2013 Zona de Forma\u00e7\u00f5es (Foto: Teresa Cardoso - GEM)<\/figcaption><\/figure>\n<p>\t\tUm pouco de pesquisa revelou um documento que data de 1962, com o nome: \"Algumas grutas da regi\u00e3o do Cov\u00e3o do Feto\", elaborado por J. Martins Ferreira e V. Mendes de Sousa da Sociedade Portuguesa de Espeleologia (SPE), para apresenta\u00e7\u00e3o no 26\u00ba congresso Luso-Esp. para o progresso das Ci\u00eancias., em que fala do Algar das Corujas que \u00e9 nem mais nem menos que o Algar do Z\u00e9 de Braga.\u00a0Fica aqui um pequeno texto extra\u00eddo do documento acima referido:<em>\"Este algar localiza-se do lado Norte dum caminho que liga a estrada de Monsanto com o lugar Marradas, a cerca de 200 m do entroncamento. A entrada \u00e9 f\u00e1cil de descobrir pois encontra-se numa grande \"laje\" lapiezada, a escassas dezenas de metros duma pequena casa de abrigo. Uma \"ponte\" esculpida no calc\u00e1rio permite reconhecer de perto o acidente.\"<\/em>\t\t<\/p>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/topo1.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 19 \u2013 Topografia elaborada na \u00e9poca.\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTQ4MjUsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjJcLzEwXC90b3BvMS5qcGcifQ%3D%3D\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" width=\"1754\" height=\"1240\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/topo1.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 19 \u2013 Topografia elaborada na \u00e9poca.<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DSC_0543.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 20 \u2013 Zona da primeira galeria no sentido N-S (Foto: Marta Borges - GEM)\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTQ3NDMsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjJcLzEwXC9EU0NfMDU0My5qcGcifQ%3D%3D\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" width=\"680\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DSC_0543.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 20 \u2013 Zona da primeira galeria no sentido N-S (Foto: Marta Borges - GEM)<\/figcaption><\/figure>\n<p>\t\tMais um pouco de pesquisa e a\u00ed est\u00e1, no livro \"<em>Lapas e Algares da Serra de Santo Ant\u00f3nio<\/em>\" uma refer\u00eancia ao Algar do Z\u00e9 de Braga com c\u00f3digo: SSA049, onde \u00e9 feita uma descri\u00e7\u00e3o do algar e elaborada nova topografia.\t\t<\/p>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/topo2.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 21 \u2013 Topografia do Algar do Z\u00e9 de Braga, que data da elabora\u00e7\u00e3o do livro acima referido.\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTQ4MjYsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjJcLzEwXC90b3BvMi5qcGcifQ%3D%3D\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"684\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/topo2.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 21 \u2013 Topografia do Algar do Z\u00e9 de Braga, que data da elabora\u00e7\u00e3o do livro acima referido.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong><strong>Geologia do Algar do Z\u00e9 de Braga<\/strong><\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a folha 27-A da Carta Geol\u00f3gica de Portugal, \u00e0 escala 1:50.000 (Manupella et al), a gruta desenvolve-se na forma\u00e7\u00e3o de Calc\u00e1rios Biocl\u00e1sticos do Coda\u00e7al, datada do andar Batoniano do Jur\u00e1ssico M\u00e9dio. As camadas apresentam localmente uma atitude subhorizontal.\u00a0 As galerias Grande, das Argilas e Sala das Exc\u00eantricas s\u00e3o controladas por fraturas de atitude aproximada E-W \/vertical. O po\u00e7o de entrada \u00e9 controlado por uma fratura de atitude N40W\/Vertical.<\/p>\n<p><strong>G\u00e9nese<\/strong><\/p>\n<p>A gruta formou-se na zona fre\u00e1tica de acordo com a defini\u00e7\u00e3o de Bogli 1980, como o comprovam a sec\u00e7\u00e3o arredondada das galerias, c\u00fapulas e outros aspetos morfol\u00f3gicos t\u00edpicos de grutas fre\u00e1ticas. O Algar do Z\u00e9 de Braga marca um antigo n\u00edvel de circula\u00e7\u00e3o de \u00e1gua que atualmente se encontra \u00e0 cota aproximada de 230-240m.\u00a0A gruta, por uma descida relativa do n\u00edvel de base, passou da zona fre\u00e1tica para a zona vadosa inativa. O po\u00e7o de entrada abriu-se posteriormente com o abatimento do tecto da gruta, que se encontra muito perto da superf\u00edcie.\t\t<\/p>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DSC_0092_1.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 22 \u2013 Zona de liga\u00e7\u00e3o da galeria grande e sala das exc\u00e8ntricas (Foto: Marco Matias - GEM)\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTQ3NDIsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjJcLzEwXC9EU0NfMDA5Ml8xLmpwZyJ9\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DSC_0092_1.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 22 \u2013 Zona de liga\u00e7\u00e3o da galeria grande e sala das exc\u00e8ntricas (Foto: Marco Matias - GEM)<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/P3050463.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 23 \u2013 Zona rica em forma\u00e7\u00f5es (Foto: Filipe Castro - GEM)\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTQ3NTIsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjJcLzEwXC9QMzA1MDQ2My5qcGcifQ%3D%3D\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/elementor\/thumbs\/P3050463-rcr6q0d937dcz5dzw6j0xkcd40k136szn9k8aqs78g.jpg\" title=\"Figura 23 \u2013 Zona rica em forma\u00e7\u00f5es (Foto: Filipe Castro &#8211; GEM)\" alt=\"Figura 23 \u2013 Zona rica em forma\u00e7\u00f5es (Foto: Filipe Castro - GEM)\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 23 \u2013 Zona rica em forma\u00e7\u00f5es (Foto: Filipe Castro - GEM)<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/P3050454.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 24 \u2013 Forma\u00e7\u00e3o &quot;Galo de Santo Ant\u00f3nio&quot; (Foto: Filipe Castro - GEM)\" data-e-action-hash=\"#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6MTQ3NTEsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC9nZW0ucHRcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMjJcLzEwXC9QMzA1MDQ1NC5qcGcifQ%3D%3D\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/elementor\/thumbs\/P3050454-rcr6q0d937dcz5dzw6j0xkcd40k136szn9k8aqs78g.jpg\" title=\"Figura 24 \u2013 Forma\u00e7\u00e3o &#8220;Galo de Santo Ant\u00f3nio&#8221; (Foto: Filipe Castro &#8211; GEM)\" alt=\"Figura 24 \u2013 Forma\u00e7\u00e3o &quot;Galo de Santo Ant\u00f3nio&quot; (Foto: Filipe Castro - GEM)\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 24 \u2013 Forma\u00e7\u00e3o \"Galo de Santo Ant\u00f3nio\" (Foto: Filipe Castro - GEM)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O Algar do Z\u00e9 de Braga \u00e9 um antigo coletor formado na zona fre\u00e1tica, de acordo com a defini\u00e7\u00e3o de Bogli 1980. A gruta \u00e9 estruturalmente controlada por uma fam\u00edlia de fraturas de atitude E-W\/Vertical. O Algar do Z\u00e9 de Braga marca um antigo n\u00edvel de circula\u00e7\u00e3o de \u00e1gua que atualmente se encontra \u00e0 cota aproximada de 230m. A cavidade faria parte, juntamente com algumas das grutas pr\u00f3ximas, como os algares das Couves,\u00a0 Marradinhas II e Marradinhas do Daniel, de um coletor entretanto seccionado e que se encontra atualmente no estado senil.<\/p>\n<p><strong>Topografia do Algar do Z\u00e9 de Braga<\/strong><\/p>\n<p>A topografia deste algar j\u00e1 deu um pouco mais de trabalho, por ser maior e pelos seus cantos, recantos e pequenas desobstru\u00e7\u00f5es que foram sendo feitas ao longo do tempo.\u00a0A topografia do Algar do Z\u00e9 de Braga foi efetuada com equipamento 100% digital, um medidor a laser com b\u00fassola incorporada (Disto X310 da Leica) e um simples P.D.A.\u00a0Foram 4 sa\u00eddas, onde fizemos 85 esta\u00e7\u00f5es topogr\u00e1ficas e uma poligonal de 337m, sendo o seu maior desnivel de 34m.\t\t<\/p>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/mail.gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/Vale_da_Trave_-_Moitas_Vendas\/Algar-das-Couves-Planta.pdf\" target=\"_blank\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/elementor\/thumbs\/IMG-20220321-WA0011-rcr6q0d6nht27qetefh58ihnf6kz1kcqh5vq0wcq7s.jpg\" title=\"Figura 25 \u2013 Galeria grande, trabalho topogr\u00e1fico (Foto: Filipe Castro &#8211; GEM)\" alt=\"Figura 25 \u2013 Galeria grande, trabalho topogr\u00e1fico (Foto: Filipe Castro - GEM)\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 25 \u2013 Galeria grande, trabalho topogr\u00e1fico (Foto: Filipe Castro - GEM)<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/19SJkiKGUgGnNEn2IU6hdFo-f4ejf03cM\/view?usp=sharing\" target=\"_blank\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" width=\"1190\" height=\"841\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Algar-Ze-de-Braga-Planta.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 26a \u2013 Planta do Algar do Z\u00e9 de Braga.<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1wvRKGF1suFKbU_AyYU15NBSlv3scOyjQ\/view?usp=sharing\" target=\"_blank\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" width=\"841\" height=\"595\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Algar-Ze-de-Braga-Perfil-desdobrado.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 26b \u2013 Perfil desdobrado do Algar do Z\u00e9 de Braga.<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1AaCSCHug6aL2CQDXgpCSKD3Jttl8u54l\/view?usp=sharing\" target=\"_blank\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" width=\"595\" height=\"841\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/F.E.Algar-Ze-de-Braga.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 26c \u2013 Ficha de equipagem do Algar do Z\u00e9 de Braga.<\/figcaption><\/figure>\n<p>\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/galeria-de-fotos\/?sgdg-path-679ca81b=1yVxUmEpQigB1OaG5cVN8U-1exktgSbe1\">Fotos do Algar do Z\u00e9 de Braga por Marta Borges (GEM)<\/a><a href=\"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/galeria-de-fotos\/?sgdg-path-679ca81b=1beSJPUqkMPCPYri359KKhnJOKgRknPB2\">Fotos do Algar do Z\u00e9 de Braga por Filipe Castro (GEM)<\/a><a href=\"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/galeria-de-fotos\/?sgdg-path-679ca81b=1bIDltQPU0MDybygi62hPg2NNzQ7ReFLs\">Fotos do Algar do Z\u00e9 de Braga por Teresa Cardoso (GEM)<\/a>Neste momento os trabalhos continuam em bom ritmo, refor\u00e7ados com novos espele\u00f3logos que nos deixam muito felizes, sobretudo os mais novos.\u00a0<\/p>\n<p>Brevemente publicaremos mais algares com novas topografias, obrigado e abra\u00e7os cavern\u00edcolas. <\/p>\n<p>Bibliography<\/p>\n<ul style=\"margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; padding-right: 0.3em; padding-left: 2em; clear: both;\">\n<li>B\u00f6gli, A. (1980), Karst Hydrology and Physical Speleology, Springer-Verlag, Berlin Heildelberg New York.<\/li>\n<li>Canais, F. &amp; Fernandes, J. 1999. Lapas e Algares da Serra de Santo Ant\u00f3nio. Subterra Grupo de Espeleologia. Torres Novas<\/li>\n<li>Crispim, J.A (1995). Din\u00e2mica C\u00e1rsica e Implica\u00e7\u00f5es Ambientais nas Depress\u00f5es de Alvados e Minde (Karstic Dynamics and Environmental Implications in the Alvados and Minde Depressions). PhD Thesis in Geology, specialty in Environmental Geology. Geology Department. Faculty of Sciences, University of Lisbon.<\/li>\n<li>Manupella, G., Telles Antunes, M., Costa Almeida, C.A., Azer\u00eado, A.C., Barbosa, B., Cardoso, J.L., Crispim, J.A., Duarte, L.V., Henriques, M.H., Martins, L.T., Ramalho, M.M.; Santos, V.F.; Terrinha. P.; (2000). Carta Geol\u00f3gica de Portugal \u2013 Vila Nova de Our\u00e9m, Folha 27-A, \u00e0 escala 1:50.000, e Nota Explicativa, Instituto Geol\u00f3gico e Mineiro, Lisboa.<\/li>\n<\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto Corredor Vale da Trave &#8211; Moitas Venda I 29 de Setembro de 2022 Ribeiro, Jos\u00e9\u00a01, Rodrigues, Paulo\u00a01,2,3 Grupo de Espeleologia e Montanhismo, Rua General Pereira de E\u00e7a, n\u00ba30, 2380-075 Alcanena N\u00facleo dos Amigos das Lapas Grutas e Algares\u00a0 Comiss\u00e3o Cient\u00edfica da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Espeleologia,Estrada Calhariz de Benfica, 187, 1500-124 Lisboa\u00a0 Email de correspond\u00eancia: [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":1574,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-14685","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/14685","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14685"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/14685\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1574"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14685"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}