{"id":3444,"date":"2021-01-01T18:52:34","date_gmt":"2021-01-01T18:52:34","guid":{"rendered":"https:\/\/gem.pt\/@teste\/?page_id=3444"},"modified":"2021-02-06T18:02:53","modified_gmt":"2021-02-06T18:02:53","slug":"serra-da-carregueira-e-quinta-da-fonteireira","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/gem.pt\/1\/en\/publicacoes\/trekking-e-alpinismo\/serra-da-carregueira-e-quinta-da-fonteireira\/","title":{"rendered":"Serra da Carregueira e Quinta da Fonteireira"},"content":{"rendered":"<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"799\" height=\"266\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Serra-da-Carregueira-e-Quinta-da-Fonteireira.jpg\" alt=\"\" \/><figcaption>Serra da Carregueira e Quinta da Fonteireira<\/figcaption><\/figure>\n<p>\t\t11 de Mar\u00e7o de 2014\u00a0Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<figure style=\"width: 500px\"><a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/1_DSC03256.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/1_DSC03256.jpg\" alt=\"\" height=\"333\" \/><\/a><figcaption style=\"color: #444444; font-family: Questrial; font-size: 14px; background-color: #f0f0f0; padding: 8px;\">Figura 1 \u2013 Respirador do aqueduto. (Foto: Vitor Amendoeira - GEM)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A caminhada proposta desenvolve-se por caminhos e veredas da Serra da Carregueira e Quinta da Fonteireira com uma dist\u00e2ncia aproximada de 14 km.<br \/>\nA primeira parte \u00e9 constitu\u00edda por sequ\u00eancias de subidas e descidas, sempre com vista para a paisagem t\u00edpica da Serra da Carregueira com a sua fauna e flora caracter\u00edsticas.<br \/>\nA serra da Carregueira \u00e9 um maci\u00e7o situado a noroeste de Lisboa, composto por uma s\u00e9rie de colinas que, pelo seu relevo mais acidentado, se destacam do relevo ondulado envolvente. O setor norte da serra tem v\u00e1rios cabe\u00e7os com mais de 300 metros de altitude, sendo o ponto mais alto o marco geod\u00e9sico de Aruil, com 334 metros de altitude. O monte Su\u00edmo, com 291 metros de altitude, \u00e9 o ponto mais elevado do setor sul da serra. Alguns dos pontos de passagem s\u00e3o as antigas minas romanas do Monte Su\u00edmo e \u00e0 gruta da Mina Grande.<\/p>\n<p>A atividade mineira Romana na regi\u00e3o<\/p>\n<p>Numa consulta na base de dados ENDOV\u00c9LICO do IGESPAR as refer\u00eancias \u00e0 minera\u00e7\u00e3o romana ou sitio arqueol\u00f3gico referem que \u00e9 poss\u00edvel que se encontre destru\u00edda.\u00a0No s\u00edtio existente foi referenciada a localiza\u00e7\u00e3o das antigas minas, com base no perfil topogr\u00e1fico fornecido por Choffat (1914). A \u00e1rea a que se refere este trabalho encontra-se, hoje em dia, integrado numa instala\u00e7\u00e3o militar do Ex\u00e9rcito Portugu\u00eas.\u00a0Exploraram-se aqui granadas. Esta pedreira foi suficiente importante, tendo mesmo sido referida por Gaius Plinius Secundus (23-79dC) e outros autores antigos.\u00a0Em Plin. nat. 37,97, l\u00ea\u2011se: \u201dBoco escreveu que no termo de Olisipo tamb\u00e9m se extrai (carbunculum), mas com grande dificuldade, por causa da argila do solo ressequido.\u201d Por carb\u00fanculo designavam os romanos as gemas de colora\u00e7\u00e3o do carv\u00e3o incandescente, como a granada, mineral que de facto foi ali explorado na \u00e9poca romana como atestam os not\u00e1veis vest\u00edgios ainda hoje existentes. \u00c9 prov\u00e1vel que, no decurso da Idade M\u00e9dia e at\u00e9 \u00e0 \u00e9poca moderna, as explora\u00e7\u00f5es tenham continuado, mas em muito menor escala, interessando o pr\u00f3prio leito do rio Jamor, para jusante, onde se poderiam colher gemas provavelmente resultantes dos desmontes anteriormente efectuados. Com efeito, alguns autores mencionam as granadas do Su\u00edmo (Cach\u00e3o et al., 2010).\t\t<\/p>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Suimo.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 2 \u2013 Dois aspectos de granadas do Monte Su\u00edmo, o primeiro na rocha encaixante e o segundo de fragmentos de cristal soltos da rocha.\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2150\" height=\"806\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Suimo.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Suimo.jpg 2150w, https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Suimo-1536x576.jpg 1536w, https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Suimo-2048x768.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2150px) 100vw, 2150px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 2 \u2013 Dois aspectos de granadas do Monte Su\u00edmo, o primeiro na rocha encaixante e o segundo de fragmentos de cristal soltos da rocha.<br \/><i>In http:\/\/metododirecto.pt\/CNG2010\/index.php\/vol\/article\/view\/86\/411<\/i><\/figcaption><\/figure>\n<p>\t\tAs granadas ocorrem em basaltos que constituem um fil\u00e3o vertical com comprimento de cerca de 800 m, encaixado em arenitos e calc\u00e1rios cret\u00e1cicos, o qual foi explorado em duas grandes cortas a c\u00e9u aberto, \u201ca Mina Grande\u201d com 120 m de comprimento, 27 de profundidade e 64 m de largura, e a \u201cMina Pequena\u201d com 235 m de comprimento, 20 a 30 m de largura e 13 m de profundidade.\u00a0Outras duas cortas mais pequenas possuem 180 m de comprimento e uma largura m\u00e1xima de 28 m, terminando a 75 m do v\u00e9rtice geod\u00e9sico do Su\u00edmo. Calcula\u2011se que foram extra\u00eddos cerca de 150 000 m\u00b3 de rocha, mais de metade da \u201cMina Grande\u201d.\u00a0A Gruta da Mina Grande<\/p>\n<figure style=\"width: 500px\"><a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/4_DSC03267.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/4_DSC03267.jpg\" alt=\"\" height=\"333\" \/><\/a><figcaption style=\"color: #444444; font-family: Questrial; font-size: 14px; background-color: #f0f0f0; padding: 8px;\">Figura 3 \u2013 Entrada da gruta. (Foto: Vitor Amendoeira - GEM)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Quando da minera\u00e7\u00e3o com o desmanche da rocha, ficou descoberta uma fratura acess\u00edvel por onde se acede a gruta.<br \/>\nA gruta encontra-se aberta em terrenos do Urganiano e desenvolve-se em estratos carbonatados com dire\u00e7\u00e3o N\/S. Trata-se um pequeno colector de origem fre\u00e1tica, cujo desenvolvimento \u00e9 controlado por fracturas.<br \/>\nEm Novembro de 2013 uma equipa de reconhecimento do percurso, constitu\u00edda por Gon\u00e7alo Lobato e Ricardo Concei\u00e7\u00e3o encontram a gruta, e o Ricardo faz um croqui de mem\u00f3ria para o relat\u00f3rio.<br \/>\nTem um desenvolvimento horizontal de 29m e desn\u00edvel positivo de 8m.<\/p>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/5_croqui.png\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 4 \u2013 Croqui \u2013 Ricardo Concei\u00e7\u00e3o (2013)\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"620\" height=\"456\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/5_croqui.png\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 4 \u2013 Croqui \u2013 Ricardo Concei\u00e7\u00e3o (2013)<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/7_DSC03275.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 5 \u2013 Foto: Vitor Amendoeira\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/elementor\/thumbs\/7_DSC03275-p0q6vsr07vp7y2im5t1abq1hg76eaiwjoc4mlf7px6.jpg\" title=\"Figura 5 \u2013 Foto: Vitor Amendoeira\" alt=\"Figura 5 \u2013 Foto: Vitor Amendoeira\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 5 \u2013 Foto: Vitor Amendoeira<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/8_DSC03276.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 6 \u2013 Foto: Vitor Amendoeira\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/elementor\/thumbs\/8_DSC03276-p0q6vtouepqgu49jszqfwbhuf0k2ilyw8blgqe4a0k.jpg\" title=\"Figura 6 \u2013 Foto: Vitor Amendoeira\" alt=\"Figura 6 \u2013 Foto: Vitor Amendoeira\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 6 \u2013 Foto: Vitor Amendoeira<\/figcaption><\/figure>\n<p>\t\tO Levantamento foi feito pela AES \u2013 Associa\u00e7\u00e3o de Espele\u00f3logos de Sintra em 1980 por Carlos Galr\u00e3o, Adriano Couto e Carlos Pereira.\u00a0A topografia foi redesenhada em 2001 em Autocad por Vitor Amendoeira.\u00a0\t\t<\/p>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/6_topo.png\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 7 \u2013 Topografia - Gruta da Mina Grande (AES 1980)\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"871\" height=\"663\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/6_topo.png\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 7 \u2013 Topografia - Gruta da Mina Grande (AES 1980)<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/9_DSC03278.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 8 \u2013 Foto: Vitor Amendoeira\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"532\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/9_DSC03278.jpg\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 8 \u2013 Foto: Vitor Amendoeira<\/figcaption><\/figure>\n<figure style=\"width: 500px\"><a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/10_DSCF9442_torre_belas.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/10_DSCF9442_torre_belas.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"375\" \/><\/a><figcaption style=\"color: #444444; font-family: Questrial; font-size: 14px; background-color: #f0f0f0; padding: 8px;\">Figura 9 \u2013 Foto: Ricardo Concei\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>A caminhada passa pela zona de campos de golf e permite realizar a passagem para a Quinta da Fonteireira.<br \/>\nNo percurso realiza-se a ascens\u00e3o \u00e0 torre de vigia e v\u00e9rtice geod\u00e9sico de Belas.<br \/>\nNa parte final seguimos por um trilho paralelo ao aqueduto das \u00e1guas livres - ramal da mata de Belas.<\/p>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/11_DSC03282.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"yes\" data-elementor-lightbox-title=\"Figura 10 \u2013 Foto: Vitor Amendoeira\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"532\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/11_DSC03282.jpg\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Figura 10 \u2013 Foto: Vitor Amendoeira<\/figcaption><\/figure>\n<p>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<ul>\n<li>http:\/\/www.portugalromano.com\/2012\/01\/barragem-romana-de-belas-belas-sintra\/; 2014-03-09<\/li>\n<li>http:\/\/www.igespar.pt\/; 2014-03-09<\/li>\n<li>http:\/\/metododirecto.pt\/CNG2010\/index.php\/vol\/article\/view\/86\/411; 2016-11-06<\/li>\n<li>Cardoso L. Cornelius Bocchus (2011) Escritor Lusitano da Idade de Prata da Liter<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0Texto - Vitor AmendoeiraRevis\u00e3o - Paulo Rodrigues<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Serra da Carregueira e Quinta da Fonteireira 11 de Mar\u00e7o de 2014\u00a0Introdu\u00e7\u00e3o Figura 1 \u2013 Respirador do aqueduto. (Foto: Vitor Amendoeira &#8211; GEM) A caminhada proposta desenvolve-se por caminhos e veredas da Serra da Carregueira e Quinta da Fonteireira com uma dist\u00e2ncia aproximada de 14 km. 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