{"id":1142,"date":"2020-05-28T23:31:17","date_gmt":"2020-05-28T23:31:17","guid":{"rendered":"https:\/\/gem.pt\/@teste\/?page_id=1142"},"modified":"2025-08-05T20:22:48","modified_gmt":"2025-08-05T19:22:48","slug":"espeleologia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/gem.pt\/1\/atividades\/espeleologia\/","title":{"rendered":"Espeleologia"},"content":{"rendered":"<h1>Espeleologia<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"caret-color: #e78b00; color: #e78b00; font-family: Questrial; font-size: 20px; letter-spacing: normal; white-space: pre-line;\">Espeleologia no GEM<\/p>\n<p>Esplorar o mundo debaixo dos nossos p\u00e9s.\u00a0A espeleologia \u00e9 a ci\u00eancia e a arte de explorar grutas. \u00c9 descer \u00e0 escurid\u00e3o da terra, guiado apenas pela luz do frontal, \u00e0 procura de paisagens escondidas, sil\u00eancios profundos e hist\u00f3rias gravadas nas rochas ao longo de milh\u00f5es de anos.\u00a0No GEM, praticamos a espeleologia com paix\u00e3o e rigor. N\u00e3o se trata apenas de aventura \u2014 \u00e9 tamb\u00e9m ci\u00eancia, conserva\u00e7\u00e3o e aprendizagem. Estudamos e topografamos as grutas, documentamos a sua geologia, biologia e hist\u00f3ria, e contribu\u00edmos ativamente para a sua prote\u00e7\u00e3o.\u00a0Cada expedi\u00e7\u00e3o \u00e9 um misto de t\u00e9cnica e sensibilidade: usar cordas para descer po\u00e7os vertiginosos, rastejar por galerias estreitas, caminhar entre estalactites e estalagmites com o m\u00e1ximo cuidado. E, acima de tudo, saber ouvir e respeitar este mundo silencioso e fr\u00e1gil.\u00a0A espeleologia ensina-nos a ver o invis\u00edvel, a valorizar o que est\u00e1 escondido, e a trabalhar em equipa como nunca \u2014 porque no interior da terra, a confian\u00e7a entre companheiros \u00e9 essencial.\u00a0Explorar uma gruta com o GEM \u00e9 como abrir uma porta para outro planeta. E regressar \u00e0 superf\u00edcie... \u00e9 voltar transformado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O que \u00e9 a Espeleologia?\u00a0Sendo uma atividade que se dedica ao estudo das cavernas, a Espeleologia n\u00e3o se resume aos aspectos t\u00e9cnico desportivos da progress\u00e3o em grutas.\u00a0Ao estudar a g\u00e9nese, a evolu\u00e7\u00e3o, o meio f\u00edsico e biol\u00f3gico do mundo subterr\u00e2neo, a espeleologia \u00e9 igualmente uma disciplina t\u00e9cnico cient\u00edfica que se interliga com ci\u00eancias como a Geologia, Biologia, Arqueologia e Antropologia.\u00a0Outras t\u00e9cnicas utilizadas e igualmente importantes s\u00e3o a Fotografia, Topografia e Cartografia, que complementam a atividade do espele\u00f3logo.\u00a0<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/atividades_1_1.jpg\" alt=\"\" width=\"531\" height=\"800\" \/>Desde tempos imemoriais que o homem se sente atra\u00eddo pelas cavernas, quer como abrigo tempor\u00e1rio ou definitivo quer como local m\u00e1gico religioso dedicado ao culto dos deuses ou encantamento de inimigos, quer ainda como antec\u00e2mara do inferno ou local de atividades ligadas \u00e0 magia negra. Tamb\u00e9m como um simples local que lhe chama a aten\u00e7\u00e3o e desperta a curiosidade, convidando a uma simples olhadela curiosa, a uma visita tur\u00edstico desportiva ou a um paciente e apurado trabalho de estudo e investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.\u00a0Mais ou menos em todos os locais existem cavidades no solo (naturais ou artificiais) mas \u00e9 sobretudo, nas regi\u00f5es onde existem extens\u00f5es de rocha calc\u00e1ria que se encontram, verdadeiramente, o que \u00e9 uso e costume designar-se por cavernas ou, mais popularmente, por grutas, covas, furnas ou algares.\u00a0Apesar de em todas as \u00e9pocas, desde a mais remota antiguidade, haver refer\u00eancias escritas, mais ou menos interpretativas, sobre a exist\u00eancia das cavernas, \u00e9 s\u00f3 no \u00faltimo quartel do s\u00e9culo passado que come\u00e7a o estudo propriamente dito dos fen\u00f3menos que est\u00e3o na origem, evolu\u00e7\u00e3o e morte das cavernas, atrav\u00e9s de um homem (franc\u00eas de nascimento e forma\u00e7\u00e3o) que, enfrentando as mais variadas e por vezes rocambolescas e incr\u00edveis dificuldades, se \"atirou\" \u00e0 explora\u00e7\u00e3o e primeiros estudos de car\u00e1cter cient\u00edfico das cavernas. Esse homem \u00e9 o famoso e inesquec\u00edvel Eduard Alfred Martel, verdadeiro pai da Espeleologia Moderna que, primeiro em Fran\u00e7a e depois noutros pa\u00edses, lan\u00e7ou as sementes do que viria a ser o grandioso e \u00fatil movimento espeleol\u00f3gico mundial. Seria, todavia, injusto n\u00e3o real\u00e7ar igualmente a coragem, dedica\u00e7\u00e3o e esfor\u00e7o dos continuadores da obra de Martel que com ele v\u00eam construindo e dignificando todo um edif\u00edcio de saber t\u00e9cnico cient\u00edfico que d\u00e1 pelo nome de ESPELEOLOGIA.\u00a0Neste ponto \u00e9 natural colocarem-se as quest\u00f5es: O que \u00e9 a Espeleologia? Do que trata? Qual ou quais os seus dom\u00ednios e instrumentos de trabalho? Qual a sua utilidade?\u00a0Comecemos, ent\u00e3o, pela defini\u00e7\u00e3o do termo ESPELEOLOGIA que prov\u00e9m dos voc\u00e1bulos gregos SPELAION (caverna) e LOGOS (tratado ou estudo). Pelo que a espeleologia consiste, essencialmente, no estudo das cavernas. Mais elucidativa, por\u00e9m, \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o de um consagrado estudioso das cavernas B. G\u00e9ze e que diz o seguinte: \"Espeleologia \u00e9 a disciplina consagrada ao estudo das cavernas, da sua g\u00e9nese e evolu\u00e7\u00e3o, do meio f\u00edsico que representa, do meio biol\u00f3gico actual ou passado, assim como do meio e das t\u00e9cnicas adequadas ao seu estudo\". Por estas defini\u00e7\u00f5es j\u00e1 se fica a saber o que \u00e9, do que se trata e qual o dom\u00ednio da Espeleologia.\u00a0A Espeleologia e a Ci\u00eancia\u00a0Para que se possa explorar e estudar uma caverna, a Espeleologia teve necessidade de recorrer aos conhecimentos j\u00e1 existentes em outros ramos do conhecimento para poder levar a bom termo o seu objectivo. \u00c9 assim que podemos considerar a atividade espeleol\u00f3gica sob o duplo aspecto desportivo e cient\u00edfico. O aspecto desportivo prende-se, fundamentalmente, com as t\u00e9cnicas relacionadas com o alpinismo, al\u00e9m das propriamente espeleol\u00f3gicas, j\u00e1 que \u00e9 necess\u00e1rio vencer in\u00fameros e, por vezes, dif\u00edceis obst\u00e1culos em que s\u00f3 uma boa resist\u00eancia f\u00edsica, aliada a um bom conhecimento das t\u00e9cnicas existentes, permite ultrapassar. Est\u00e3o neste caso a descida de po\u00e7os, a escalada de chamin\u00e9s e paredes ou a progress\u00e3o em passagens estreitas, como exemplos.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gem.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Atividades_1_2.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"347\" \/>Do aspecto cient\u00edfico, imensamente vasto e complexo, destacaremos apenas, devido ao seu peso no conjunto da atividade espeleol\u00f3gica, o agregado das ci\u00eancias geol\u00f3gicas (Geologia, Hidrologia, Tect\u00f3nica, Morfologia - superficial e subterr\u00e2nea, Paleontologia, etc), a Biologia, a Arqueologia e as t\u00e9cnicas da Topografia, a Fotografia, o Cinema, entre muitas outras.\u00a0Quanto \u00e0 utilidade da Espeleologia apenas chamaremos a aten\u00e7\u00e3o para os aproveitamentos das reservas h\u00eddricas existentes nos calc\u00e1rios, instala\u00e7\u00f5es hospitalares para doen\u00e7as espec\u00edficas, instala\u00e7\u00f5es cient\u00edficas para investiga\u00e7\u00e3o, ref\u00fagio e protec\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es em caso de conflito ou como aproveitamento tur\u00edstico.\u00a0Estas s\u00e3o muito resumidamente as partes boas da utilidade das cavernas, mas tamb\u00e9m aqui existe o reverso da medalha com utiliza\u00e7\u00f5es que consideramos abusivas do patrim\u00f3nio natural perten\u00e7a de todos n\u00f3s, centrado no aproveitamento para fins militares das redes subterr\u00e2neas ou, ent\u00e3o, como aut\u00eantico caixote de lixo ou esgoto, sem qualquer respeito pelos outros indiv\u00edduos, afectando, deste modo, popula\u00e7\u00f5es por vezes bastante distantes devido \u00e0s caracter\u00edsticas peculiares de circula\u00e7\u00e3o h\u00eddrica nos maci\u00e7os calc\u00e1rios.\u00a0<\/p>\n<p>Cuidados ao explorar uma gruta:\u00a0<\/p>\n<ul>\n<li style=\"letter-spacing: normal; caret-color: #000000; color: #000000; font-family: Questrial; text-align: justify; white-space: pre-line; line-height: 2;\">Nunca entre numa gruta desacompanhado. Procure uma Associa\u00e7\u00e3o que trabalhe na regi\u00e3o e se poss\u00edvel enquadre uma equipa de espele\u00f3logos;<\/li>\n<li style=\"letter-spacing: normal; caret-color: #000000; color: #000000; font-family: Questrial; text-align: justify; white-space: pre-line; line-height: 2;\">N\u00e3o deixe nem retire nada do seu interior;<\/li>\n<li style=\"letter-spacing: normal; caret-color: #000000; color: #000000; font-family: Questrial; text-align: justify; white-space: pre-line; line-height: 2;\">N\u00e3o danifique os espeleotemas (evite pis\u00e1-los ou quebr\u00e1-los durante a sua progress\u00e3o).<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"caret-color: #e78b00; color: #e78b00; font-family: Questrial; font-size: 20px; letter-spacing: normal; white-space: pre-line; text-align: center;\">Ajude a preservar as Grutas, elas s\u00e3o patrim\u00f3nio da Humanidade!!!<\/p>\n<p style=\"caret-color: #e78b00; color: #e78b00; font-family: Questrial; font-size: 16px; letter-spacing: normal; white-space: pre-line; text-align: left;\">Veja tamb\u00e9m: <\/p>\n<ul>\n<li style=\"caret-color: #e78b00; color: #e78b00; font-family: Questrial; font-size: 16px; letter-spacing: normal; white-space: pre-line; text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/gem.pt\/1\/atividades\/espeleologia\/codigo-de-etica\/\">C\u00f3digo de \u00c9tica Espeleol\u00f3gica<\/a><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Espeleologia \u00a0 Espeleologia no GEM Esplorar o mundo debaixo dos nossos p\u00e9s.\u00a0A espeleologia \u00e9 a ci\u00eancia e a arte de explorar grutas. \u00c9 descer \u00e0 escurid\u00e3o da terra, guiado apenas pela luz do frontal, \u00e0 procura de paisagens escondidas, sil\u00eancios profundos e hist\u00f3rias gravadas nas rochas ao longo de milh\u00f5es de anos.\u00a0No GEM, praticamos a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":890,"menu_order":2,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-1142","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gem.pt\/1\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1142","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gem.pt\/1\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/gem.pt\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gem.pt\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gem.pt\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1142"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gem.pt\/1\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1142\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gem.pt\/1\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/890"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gem.pt\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1142"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}