A Montanha de Sal de Cardona

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Introdução
25 de Janeiro de 2019
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A equipa constituída por Ana Pita, Marta Borges, Sandra Lopes, Vitor Amendoeira e Vítor Toucinho rumaram à Catalunha para conhecer e fotografar a gruta Forat Micó e a Mina Nieves em Cardona e foram recebidos por Victor Ferrer e Juan Medina.

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Figura 1 – A equipa na entrada da Mina. Foto: Vitor Amendoeira - GEM
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A Montanha de Sal de Cardona é um Diapiro onde afloram os depósitos salinos, com uma extensão de 1800m x 600m de largura, pertencentes à denominada bacia potássica catalã. A acumulação de sal começou a formar-se há 40 milhões de anos, quando toda esta região era mar.​​

Os afloramentos salinos de Cardona são explorado pelo homem desde o neolítico, utilizando diversos métodos desde a mineração a céu aberto até à mineração subterrânea que teve início com a introdução da pólvora no século XVIII.

A sua exploração foi um papel determinante no repovoamento de Cardona, ocorrido no séc. X, pois um decreto ditava que todos aqueles que se estabelecessem na cidade, poderiam extrair sal livremente, uma vez por semana. 

Devido à descoberta de potássio pelo engenheiro Emili Viader no início do século XX, que procurava a exploração de sais de potássio foi aberto o Pozo del Duque, a primeira mina de sal subterrânea, abriu entre 1902 e 1905.
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Figura 2 – Afloramento Salino. Foto: Vitor Amendoeira - GEM
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O início da extração de potássio transformou a cidade de Cardona, que até aqui tinha uma população agrícola e têxtil, passando a ser uma cidade basicamente mineira duplicando a sua população.

Durante todo o séc. XX, a mina transformou-se numa das mais importantes de toda a Europa. Em 1990 a mina foi fechada quando a exploração havia alcançado 1308m de profundidade pelo interior da terra, sendo a mais profunda de Espanha.

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Figura 3 – Escombreira da Mina Nieves com vista para o Castelo de Cardona. Foto: Vitor Amendoeira - GEM
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Parque Cultural Montanha de Sal 

Em 2003 foi criado o Parque Cultural Montanha de Sal, objetivando a divulgação de tão peculiar formação geológica. Durante o passeio podemos conhecer a história de exploração do lugar, a origem do afloramento, a vida que levavam os mineiros que nela trabalhavam, etc.
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A visita permite contemplar as antigas instalações mineiras e as máquinas de extração mineral do poço, tal como era quando estavam ainda em funcionamento.

O mais impactante, porém, é a visita guiada realizada a 86m de profundidade pelo interior das galerias da montanha, abertas ao público em 1997.
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Figura 4 – O cabo de aço de 1000m. Foto: Vitor Amendoeira - GEM
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Figura 5 – Vista para entrada da mina visitável. Foto: Vitor Amendoeira - GEM
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O trajeto de 500m está repleto de formações litoquímicas, como estalactites, colunas, estalagmites, de sal.

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Figura 6 – Três copos com variedades de sal: Cloreto de Sódio, de Potássio e de Magnésio. Foto: Vitor Amendoeira - GEM
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A Gruta Forat Micó (O Buraco Micó)
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O Sal de Cardona e os fenómenos cársicos evaporíticos, formam um dos sistemas subterrâneos mais interessantes da Catalunha. Os processos de dissolução são rápidos e formam grutas de grande beleza.
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Figura 7 – Esquema do percurso das águas de Forat Micó.
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Figura 8 – Topografia do Clube SIS de 1984.
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Descrição
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A meteorologia não era a melhor, estava um dia de aguaceiros moderados, o que faz ter cuidados redobrados ao entrar na gruta de sal. Alguns abatimentos recentes, do último Inverno, estavam bem presentes, mas para fazer fotografia nestas grutas outro elemento tem que ser levado em conta, o sal. As gateiras, os estreitos meandros do sal e o rio do Forat Micó dificultam o trabalho fotográfico, colocando em risco a delicada eletrônica dos aparelhos digitais atuais, mas não será isso que nos demove a entrar e tirar algumas fotos. Só o risco de segurança faria abortar a missão.​​​

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Figura 9 – Entrada inferior da gruta Forat Micó. Foto: Vitor Amendoeira - GEM
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Figura 10 – Pormenor de estalactites. Foto: Vitor Amendoeira - GEM
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Figura 11 – Pormenor de manto de sal. Foto: Vitor Amendoeira - GEM
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Figura 12 – Contemplação. Foto: Vitor Toucinho - GEM
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Uma gruta diferente do que estamos habituados a ver e de uma beleza surpreendente onde poderíamos ficar dias a fotografar

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Figura 13 - Estalactites de sal e intrusão de gesso (escuro) em rocha de sal. Foto: Vitor Amendoeira - GEM
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Figura 14 - A equipa a confraternizar.
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Fotos da atividade por Vitor Amendoeira (GEM)
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Veja também as fotos desta atividade nos Álbums de Fotos do GEM no Flickr
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Bibliografia
Texto: Vitor Amendoeira (GEM)
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