Artigo_Alecrineiros4
Algares do Cabeço dos Alecrineiros - Parte IV

23 de Outubro de 2016

Ribeiro, José 1,2; Lopes, Samuel 1,4; Rodrigues, Paulo 1,2,3

  1. Grupo de Espeleologia e Montanhismo, Rua Maria Veleda, 6, 7ª Esq, 2650-186, Amadora, Portugal
  2. Núcleo dos Amigos das Lapas Grutas e Algares 
  3. Comissão Científica da Federação Portuguesa de Espeleologia, Estrada Calhariz de Benfica, 187,  1500-124 Lisboa
  4. Wind-CAM - Centro de Atividades de Montanha, Rua Eduardo Mondelane, lj44, 2835-116 Baixa da Banheira

 

Introdução

Após uma paragem de Verão voltam as publicações sobre os trabalhos realizados no cabeço dos Alecrineiros. Sim, nos Alecrineiros, onde alguns de nós nasceram para a espeleologia. Todos nós mudamos com o passar dos anos, crescemos não só como pessoas mas também como espeleólogos. Grandes aventuras aqui foram vividas e grandes descobertas aqui foram feitas, na generalidade por todos os grupos que praticam este “desporto/aventura/ciência”. E foi assim ao fim ao cabo que nasceu o cadastro de São Bento, com o saber de toda a comunidade da Espeleologia. Como já foi dito, tudo muda, pessoas, vontades, culturas, saberes…. Mas o cabeço dos Alecrineiros e aquele belo vale mantêm-se quase inalterados com o passar das décadas, aqui e ali salpicados por um tijolo de alguma construção para abrigo do gado ou o aparecimento de alguns eucaliptos, fruto dos tempos que vivemos. Mas o que fica mesmo é a paz, o silêncio do sussurrar do vento, mesmo naqueles dias de tempestade em que já com os dedos enregelados e dormentes carregamos os nossos equipamentos. Quais astronautas, em busca do desconhecido, do muito que certamente aqui há por descobrir e que tanto gozo nos dá procurar!!!! Bom, presente!!! Por agora ainda não tivemos a felicidade da descoberta, mas também o nosso principal objetivo é alimentar e partilhar o cadastro de São Bento e obviamente o da F.P.E. Deixamos aqui alguns apontamentos sobre mais dois algares por nós explorados, fotografados e topografados: o Algar dos Amores e o Algar da Pedra que Dança. 

Algar dos Amores

Desenvolvimento total: 23m, Desnível: 17m. Através de uma entrada estreita penetra-se no algar dos Amores. O algar tem uma estrutura simples, sendo composto por um poço de 17m, onde por uma janela se acede a um pequeno patamar a cerca de 12m de profundidade. Existe um pequeno patamar a sensivelmente 2m do fundo que dá acesso a um pequeno buraco que aparentemente termina ao mesmo nível que o fundo da cavidade sem qualquer corrente de ar. Derivado à sua proximidade do Algar da Águia (publicado na parte II deste trabalho), e segundo as topografias faz parte da mesma família de fraturas.  O algar é um vadose shaft que aparenta desenvolver-se ao longo de famílias de fraturas de direção aproximada NW-SE e E-W.


Figura 1– Entrada do Algar dos Amores

Figura 2a – Planta do Algar dos Amores

Figura 2b – Perfil do Algar dos Amores

Figura 2c – Ficha de Equipagem do Algar dos Amores

Fotos do Algar dos Amores por Samuel Lopes (GEM/WIND)

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Algar da Pedra que Dança

Figura 3 – Entrada do Algar da Pedra que Dança

Desenvolvimento total: 96m, Desnível: 61m (até à data do artigo)
Este algar apresenta um par de particularidades: em primeiro lugar pelo facto de haver algumas passagens mais estreitas que obrigaram à sua desobstrução, e em segundo lugar pela presença de um bloco em posição periclitante que dá nome à gruta. Este último obrigou a algumas passagens cuidadosas da equipa, até se conseguir proceder à “estabilização do bloco”, que por razões de segurança ficou bem mais pequeno, não pelo bloco em si, mas pelo teto da cabeceira do poço que era formado por argilas e blocos.
O algar é composto por uma série de poços sobrepostos cuja profundidade varia entre os 4 e 17m, terminando o último poço num caos de blocos.
Este algar já tinha sido anteriormente alvo de exploração por parte da  Société Spéléo-Archéologique de Caussade e do Alto Relevo Clube de Montanhismo. 
É um algar bastante técnico no sentido da progressão, obrigando a ter-se particular atenção às pedras soltas, que mesmo tendo sido eliminadas, ainda aparecem uma aqui ou outra ali.
Aos -61m existe uma zona onde se sente a corrente de ar, estamos a desobstruir uma passagem que nos parece promissora.
O algar é um vadose shaft e aparenta desenvolver-se ao longo de famílias de fraturas de direcção aproximada NW-SE e NE-SW.


Figura 4a – Planta do Algar da Pedra que Dança

Figura 4b – Pormenor do Algar da Pedra que Dança

Figura 4c – Perfil do Algar da Pedra que Dança

Figura 4d – Ficha de Equipagem do Algar da Pedra que Dança

Fotos do Algar da Pedra que Dança por Samuel Lopes (GEM/WIND)

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Figura 3 – Entrada do Algar da Pedra que Dança

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Agradecimentos

Agradecemos em especial a Orlando Elias pela sua colaboração nas desobstruções realizadas no Algar da Pedra que Dança e claro sempre pela sua alegria e boa disposição.
A obra avança!!!!